Não sejas injusta,
tens de perceber que existem pessoas pequeninas a quem só lhes interessa o seu reflexo, que estão convencidas que afinal o mundo nasceu só para eles e não eles para o mundo, pensam ainda que o sol só brilha para eles em regime de exclusividade, não se importa que não brilhe para mais ninguém, contam com a sua esperteza de rato oportunista, acham que por não fazeres os mesmos esquemas não os topas e tu finges que não percebes, passas á frente.
Essas pessoas acham maravilhoso o som da sua própria voz, tem um prazer perverso em exigir dos outros o que nunca fizeram, nunca são generosos, são interesseiros, nunca são solidários, são caridosos, nunca são alegres, são exuberantes, congratulam-se com as desgraças alheias, chafurdam nelas, mesmo, não tentam informar-se ou aprender, tentam apenas safar-se, por isso não dizes nada, segues o teu caminho, sabes que há sons muito mais belos que a tua voz, sabes que nunca podes ser inteiramente feliz enquanto existir sofrimento avulso em teu redor, sabes que sol brilhava antes de chegares ao mundo e mundo já girava em seu torno, assim continuará depois, sabes que o teu reflexo é efémero, sabes que quando te dás recebes, só essa partilha conta, que por cada coisa que aprendes há milhões que ainda não sabes.
Por isso, segue em frente, sorri, finge que não viste, não sejas injusta.
in http://anacamarra.blogspot.pt
"O MAIOR INIMIGO DA CRIATIVIDADE É O BOM-SENSO" Picasso. Sem pretensões, que não sejam as de mostrar;
Peças originais, Fotógrafos geniais, Artes antigas e actuais. Também fico esperando a sua visita nos novos Blogs http://comoze2.blogspot.com/.......http://comoze3.blogspot.com/
quarta-feira, 25 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Dança Chinesa
BRUTAL!!!...lindo de
morrer...
creio já ter lido, algures que todas estas moças chinesas são surdas-mudas, o que penso ser verdade, pois vê-se uma monitora na penumbra orientando os movimentos da coreografia, por sinal magnifica.
creio já ter lido, algures que todas estas moças chinesas são surdas-mudas, o que penso ser verdade, pois vê-se uma monitora na penumbra orientando os movimentos da coreografia, por sinal magnifica.
Gentileza
do amigo Hipólito
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JJ ediçao foto
sexta-feira, 8 de junho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Publicidade *****
A CARTIER ABUSOU !!!
Esta publicidade é muito bonita!
Os melhores comerciais são aqueles em que não é preciso haver texto de áudio para explicar o produto ou o conceito que se quer passar para o consumidor.
Neste caso, a Cartier abusou. Criou um filme de riquíssima produção, com cenas requintadas, com trilha sonora de muito bom gosto, com o roteiro se iniciando em outro século e chegando até os nossos dias, com uma única palavra sendo dita: Cartier.
Vale a pena assisti-lo.
terça-feira, 22 de maio de 2012
...LINDO !!...
...simplesmente sublime !!...
Gentileza do amigo José Manuel S.
Google
JJ edição foto
sexta-feira, 11 de maio de 2012
"Nemo"
E o nome vulgar das espécies da subfamília Amphiprioninae na família Pomacentridae. Existem cerca de 27 espécies, uma das quais pertence ao gênero Premnas, pertencendo os outros ao gênero tipo Amphiprion.
Deve o seu nome à forma desalinhada como nada.
As espécies assim designadas são nativas de uma vasta região compreendida em águas tépidas do Pacífico, coexistindo algumas espécies em algumas dessas regiões.
São famosos devido à relação ecológica de protocooperação que estabelecem com as anêmonas-do-mar ou, em alguns casos, com corais.
As anêmonas providenciam-lhes abrigo, apesar dos tentáculos urticantes a que são imunes, devido à camada de muco que os reveste.
O peixe-palhaço esconde-se dos predadores nas anêmonas.
Na base das mesmas, botam seus ovos, assegurando a proteção de sua prole. Em retorno, os restos do alimento do peixe-palhaço são utilizados pela anêmona. Uma associação que beneficia os dois parceiros.
Em geral, em cada anémona existe um "harém" que consiste em uma fêmea grande, um macho menor e outros machos não reprodutivos ainda menores.
No caso de a fêmea ser removida, o macho reprodutor muda de sexo, num processo dito protandria, e o maior dos machos não reprodutivos torna-se reprodutivo.
Wikipédia-Google
JJ edição fotos
sexta-feira, 4 de maio de 2012
145 kg de MULHER
145 kg DE MULHER !!!
Antes de visualizar as imagens abaixo, imagine mentalmente o
aspecto duma mulher com 145 kg de peso.
Era isto que imaginava?
A mulher mais alta e mais bem proporcionada do mundo vive na
Holanda.
Mede 2.23m e pesa 145,00kg!
Agora todos sabemos que essa conversa de excesso de peso é
uma treta...
O que falta é altura!
Gentileza do amigo Rui D.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Terapia do Elogio
TERAPIA DO ELOGIO
Arthur Nogueira (Psicólogo)
Terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram numa recente pesquisa que os membros das famílias estão cada vez mais frios, mais distantes, o carinho é cada vez menos, não se valorizam as qualidades, e facilmente se ouvem críticas.
As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastam-se na valorização dos defeitos dos outros. Por isso, as relações de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias.
Não vemos mais os homens a elogiar as suas mulheres ou vice-versa, não vemos os chefes a elogiar o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos a elogiar-se; etc. Só vemos futilidades: valorizam-se artistas, cantores, jogadores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência, são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto, das aparências.
A ausência de elogio afecta muito as pessoas e as famílias. Há falta de diálogo nos lares.
O orgulho e a agitação da vida impede que as pessoas digam o que sentem.
Depois despejam-se essas carências nos consultórios.
Acabam-se casamentos, alguns procurando noutra pessoa o que não conseguem dentro de casa.
Vamos começar a valorizar as nossas famílias, os nossos amigos, alunos ou subordinados.
Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza do parceiro ou parceira, o comportamento de nossos filhos.
O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho fica feliz por ser louvado, o pai e a boa mãe sentem-se bem ao serem amados e amparados.
O amigo quer sentir-se querido.
Vivemos numa sociedade em que cada um precisa do outro; é impossível uma pessoa viver sozinha e sentir-se feliz.
Os elogios são forte motivação na vida de cada um.
Quantas pessoas posso fazer hoje feliz elogiando-as de alguma forma?
Começa agora! És uma pessoa maravilhosa! Desejo-te um excelente e feliz dia!
Gentileza do amigo José Manuel S.
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JJ edição fotos
quinta-feira, 12 de abril de 2012

Um Dia Isto Tinha Que Acontecer
por Mia Couto
Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência.
E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 197
4, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse.
Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo.
E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais
mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não".É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou.
Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum.
Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso.

Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamen
te sobre o desespero alheio.Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?"
MIA COUTO
Gentileza da amiga Julieta R.
JJ edição fotos
domingo, 8 de abril de 2012
SKYLAB - "Portugal"


SKYLAB pormenores
Laboratório espacial “Scratchbuilt”
"Portugal"
fotos mais completas em:
http://comoze2.blogspot.pt/search?updated-max=2012-03-23T15:36:00Z&max-results=100
comp. 23,04 m - larg. 20,16 m - alt. 18 m
modelo de ficção, totalmente inventado e construído a partir de peças soltas em PVC e metal
escala 1:72 - 32x28x25 cm - base giratória 7x17 cm
extras: Recolha de peças soltas diversas, montagens parciais, pintura branco e cromado, pormenores pintura em 4 tons, lettering, patines, vernizes, base técnica.
Modelismo no tema "Scratchbuilt" ou "Scratch Built" que é o processo de construção de um modelo em escala ou não, a partir do zero", ou seja, a partir de matérias-primas, ao invés de construí-lo a partir de um kit comercial, ou comprá-lo pré-montado.
Tempo aproximado de trabalho: 150 horas.
JJ fotos
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Rita Hayworth Stayin' Alive

RITA HAYWORTH STAYIN’ ALIVE
ESPECTACULAR ADAPTAÇÃO DAS CENAS DE FILMES À MÚSICA DOS BEE GEES!
UMA MARAVILHA!

http://youtu.be/mz3CPzdCDws
Gentileza do amigo António C.
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segunda-feira, 26 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
Recordações !!!...Abril será sempre que a gente quiser...

“Sobre esta página escrevo o teu nome Liberdade”
frase do poeta Manuel Alegre
Icon - 25 Abril 1974, óleo sobre madeira 80x85 cm
(começado a pintar, às 15,30 deste saudoso dia)
Recordar o 25 de Abril 74
por um Português Desiludido e Triste !!
Ao ver ao longe os contornos da Ponte Sobre o Tejo, a bordo do Uige, de regresso de dois sofridos anos de guerra na Guiné (hoje Guiné-Bissau), ao sentir-me inteiro no magro corpo, com lágrimas nos olhos que não corriam por falta de forças, considerei essa data o dia mais feliz da minha vida.
Passados tempos, em 25 de Abril de 1974 sem dúvida, outra data que foi o segundo dia mais feliz da minha vida.
Recordo todos os passos desse dia de Abril. Trabalhava e vivia na zona do teatro das operações revolucionárias efectuadas pelo Movimento dos Capitães na cidade de Lisboa, entre o Terreiro do Paço e o Quartel da GNR no Largo do Carmo.
Fui mais um dos que acreditaram que agora sim, tudo iria mudar, e finalmente acabaria a vergonha de, na época, quanto em viagem dizer-mos ser Brasileiros ou Espanhóis, pois Portugal era censurado em todo o mundo, e vivia num isolamento internacional devido a uma forte ditadura, um atavismo cultural de décadas, e às políticas coloniais em África.
Finalmente terminaria a longa guerra de 13 anos no Ultramar, que tanta dor e morte semeou em dezenas de milhares de famílias, mau grado as consequências trágicas da descolonização, que a história julgará.
Uma guerra sempre escondida e camuflada, que mesmo depois de terminada foi esquecida durante anos, sendo de louvar as recentes publicações e reportagens que tem finalmente feito um pouco de história sobre esses conturbados tempos.
“Orgulhosamente sós” era a doutrina do governo da época.
Passados poucos meses deste grandioso dia, com tristeza comecei a aperceber-me de uma nova realidade bem diferente do que tinha imaginado, para futuro desta terra.
Convulsões sociais permanentes, violência gratuita, intolerância e muita manipulação partidária.
A irmandade impressionante das manifestações do 1º de Maio de 74, a euforia de milhares e milhares de pessoas com largos sorrisos, ostentando os cravos vermelhos que se viriam a tornar o símbolo da revolução.
Abraços, e tudo o que tornava um povo feliz, cedo se começou a desvanecer.
Surgiram partidos políticos às dezenas, cada qual senhor absoluto da razão, denegrindo e contestando as ideias contrárias.
A febre revolucionário/militante, levou a muitos excessos e injustiças de todos os sectores políticos.
Famílias inteiras começaram a desagregar-se por opiniões partidárias divergentes, mas porque vividas com tal intensidade, muita ignorância e cegueira, transformaram a alegria colectiva, em paixões e ódios viscerais.
Relutante, mas por cortesia e a convite, assisti pela primeira vez (e única) a um comício na enorme Praça de touros do Campo Pequeno, repleta de fervorosos militantes.
Impressionante...e terrífico !!.
Tive oportunidade de confirmar a força e o que pode ter de negativo o fenómeno da Psicose de Massas.
O que pode o furor e cegueira das multidões obcecadas e enfurecidas, quando orientadas por lideres hábeis e senhores absolutos da razão e da verdade.
Hoje, pelo grande descrédito da esmagadora maioria das pessoas, pela política e pelos políticos, o fenómeno transferiu-se para o futebol, e não tão pouco amiúde, vemos esses tristes e degradantes espectáculos nos campos, e fora deles.
Que pena me faz, passadas décadas do 25 de Abril, ver a que ponto se chegou !!
Corrupção generalizada e impune a todos os níveis, desemprego, desmotivação;
Licenciados obrigados a trabalhos menos qualificados;
Óptimos técnicos, mas porque não tem licenciaturas, são preteridos a favor tantas vezes de “dr’s” autênticas nulidades.
Cada vez mais dependência forçada dos jovens em relação ao pais;
Falta de objectivos realizáveis;
Falta de horizontes profissionais e do mínimo de estabilidade no emprego.
É com um destroçar de alma que oiço afirmar; que as pessoas têm que se convencer que acabaram os empregos para toda a vida.
Que estabilidade emocional isto pode criar nas novas gerações ?
Lembro o que se admirava, quase à veneração, os funcionários com 20, 30 e mais anos de casa, ao entrar-mos no mundo do trabalho;
Descrédito de quem governa e de governados;
Muita falta de profissionalismo;
O abuso pacóvio, indevido e generalizado do “sr. Dr.” dado a qualquer licenciado (Doutor, s.m....indivíduo diplomado com determinado grau universitário, com direito a usar as insígnias de borla e capelo...).
Num programa da RTP1 “Prós e Contras”, em que se questionava um cidadão espanhol sobre os vários problemas de Portugal, ele referiu em tom satírico: “En Portugal és sr. doutor...sr. doutor...sr. doutor!!... significativo não ?;
Absentismo crónico de alguns sectores da vida pública, salvo honrosas excepções, as quais por várias vezes as ter presenciado, aqui refiro com admiração;
“Chicoespertismo” nacional como meio de conseguir tudo ou quase tudo;
Cunhas políticas para “tachos” próprios, amigos e familiares (na Suécia nenhum político arranja empregos para familiares, não por norma parlamentar, mas por opção e dignidade pessoal);
Bancos cada vez menos transparentes, mais avaros e gananciosos de lucros rápidos, sempre a criar nas mentes mais fracas que: Se o vizinho tem, ele também tem que ter, mesmo que não faça o seu género, e nem precise de nada daquilo para ser feliz;
Aumento da pobreza envergonhada;
A velhice desprotegida, que não vai ao médico por não ter dinheiro para remédios, ou quando vai à farmácia, unicamente adquire os medicamentos vitais, “esquecendo” os outros por não os poder pagar.
Ter que esperar meses e até anos, por consultas ou intervenções cirúrgicas.
A vida de stress, luta permanente e dificuldades financeiras dos filhos, que os impossibilita de proteger e acarinhar os seus velhos.
Uns a enriquecer em meia dúzia de anos, outros a obter ofensivas reformas milionárias findos poucos anos de “trabalho”.
Muitos se esfalfam a trabalhar uma vida inteira para reformas igualmente ofensivas, tantas vezes por incúria e avareza de terceiros.
Não sou contra os ricos, bem pelo contrário, sou, e muito, é contra tantos pobres que passam uma vida inteira moirejando no duro, para somente conseguirem sobreviver.
Sou contra as atitudes impunes de certos empresários, que aproveitando-se da crise, forjam fraudulentas falências para se verem livres de quem trabalhou e dedicou anos ao seu sucesso e contribui-o para os lucros dessas mesmas empresas.
Na mentalidade de muito empresário; só tem prejuízos, a óptica de estar a ganhar menos nunca lhe passa pela cabeça.
A falta de segurança, e quase impunidade dos poderosos, que na voz corrente do povo: O pobre que se apodera do alheio; é ladrão e vai preso, O rico que rouba: investiu mal e muda o nome à firma.
Já experimentaram contar quantos poderosos vigaristas foram condenados ou estão presos??
Por tão banal nas televisões, a morte e o sofrimento alheio, já conseguiram o estatuto de indiferença colectiva.
Eu próprio, analisando-me com tristeza, dou comigo, a sentir total alheamento e pena pelo sofrimento mostrado nos noticiários.
Isto faz-me doer e reflectir muito sobre ao que pode chegar o ser humano, neste mundo de altas tecnologias para tudo, menos para aliviar a dor alheia.
A vergonha colectiva dos noticiários e típicos programas matinais de televisão, de tão mau gosto e lágrima fácil, em que se explora gratuitamente e até à exaustão o sofrimento e misérias humanas;
A falta de criatividade dessas mesmas televisões em que a programação é regra geral de uma pobreza cultural extrema.
Danças, cantigas, concursos, novelas, filmes de extrema violência, quais escolas do crime...
Sempre mais do mesmo...tudo packs do estrangeiro, porque ninguém será capaz de ter uma ideia luminosa para criar algo que realmente eduque e divirta sem se tornar enfadonho ?
Na generalidade estes concursos são chatos, mas alguns apresentadores conseguem superá-los em “chatesa”.
Um pormenor que quero e devo realçar: Embora não façam o meu género, as novelas portuguesas já superam, e muito, as brasileiras em audiências, e proporcionam ensino e actividade artística a centenas de profissionais.
Sabemos fazer tão bem como os outros !!
O meu apreço e admiração neste campo.
Seria injusto não o referir.
A Arte do espectáculo é um dos alimentos da alma.
O modo como se tratam e abandonam animais;
O degradante das touradas. Espicaçar e sangrar um bicho, que por infelicidade própria é dos mais estúpidos da natureza, ao som de palmas e olés, qual circo Romano.
Como se não bastasse a barbárie, ainda há os cobiçados trofeus, de orelhas e rabos cortados ao bicho !!...tudo em nome da popularucha tradição!!...sangue...sangue...e mais sangue prá populaça. “Ir aos toiros é muita d’homem”.
Para ser soft, e no mínimo; “gabo-lhes” o mau gosto !!...e uma pergunta se me impõe: o espicaçado e sangrado bicho não deveria ter direito ao contraditório??
O desmembrar de famílias, por cada vez menos casamentos e mais divórcios.
Tantas vezes por egoísmo e comodismo não se resiste ao mais pequeno contratempo da vida.
Muitos destes casais foram criados, mimados e instruídos pelos pais, com muito trabalho e tantas vezes com os sacrifícios e privações de uma vida, para lhes proporcionarem muito do que hoje usufruem;
O aparecimento em cada vez maior número de seitas ditas religiões, comandadas por espertalhões “Pastores”, que esmifram e embrutecem mentes menos preparadas, e talvez sofridas, que buscam um pseudo apoio para suas monótonas, desventuras e amarguradas vidas.
A dependência, forçada do automóvel, onde se passam horas intermináveis, e que ajudam e alimentam o stress da vida quotidiana.
Os transportes públicos são lentos porque há muitos carros particulares a entupir as estradas e ruas, e usam-se os carros particulares...exactamente pelo mesmo...;
O consumir desenfreadamente como única forma de ser feliz;
A paranóia excessiva pelas roupas de marca, com preços superiores mil por cento ao seu real valor.
É ofensivo para a miséria, doença crónica e fome extrema que grassa pelo mundo, o desejar ardentemente ter uma dessas peças, quanto mais exigir a sua compra e ostentá-la.
Faz doer a alma de quem se vê no desemprego forçado e não tem um prato de sopa e um pão rijo para mitigar a fome de todos os dias;
Muito vestuário dito de marca, é feito com tecidos fabricados e artefactos confeccionados em Portugal, que levam as etiquetas estrangeiras fornecidas pelos importadores.
O que se torna já um hábito de certa juventude, o pressionar os pais por comparação com os colegas de escola, para obter os ténis ou o telemóvel da moda.
Seria interessante irem uns tempos para um país Africano, onde a boca serve principalmente para poiso de moscas;
O que se criou já como imprescindível...as falsas necessidades...não posso passar sem os telemóveis...não posso passar sem o carro...não vou a tal lado, porque não tenho uns sapatos XPTO e fulano ou fulana só veste do Y.
Áh, e o télele, tem que ser topo-de-gama, de preferência com bidé de repuxo, senão parece mal.
Quantas dessas pessoas tão preocupadas com o “parecer ter e parecer ser” terão lido pelo menos um livro na vida, e mais que dois, e mais que...? “pobres virtudes, públicas vaidades”.
A tristeza que é desfolhar revistas, cujo conteúdo impressiona pela frase dúbia de sentido camuflado, muitas vezes a mentira deliberada, banalidades e o supérfluo de mau gosto, mas sempre com a desculpa que é o que o povo quer e compra, e que na realidade vende aos milhares.
Com que facilidade e impunidade se caluniam e criam situações menos claras a uma pessoa. Que raio de gente que se intitula “jornalista” se presta a este género de coisas ?
Que raio de brio profissional poderá sentir um Paparazzi, cujo modo de ganhar a vida consiste em esconder-se, perseguir e coscuvilhar a privacidade do próximo.
Claro que não há “bela sem senão” e muitos dos visados, quando lhes convêm, sempre se ajeitam para o “boneco”.
O modo despreocupado e indiferente como se trata a natureza, e o pouco que se faz para a preservar ! como será o futuro e viverão neste planeta nossos filhos e netos?
O ter-se perdido o sentido, de que muitas vezes “A vida é feita de pequenos nadas”, e esses nadas podem tanta vez ser muito e trazer-nos bocadinhos de verdadeira felicidade;
Ter que se constatar, que na realidade, com tanta tecnologia, tantas facilidades e altas electrónicas, o ser humano não é, nem vive mais feliz do que há décadas atrás...bem pelo contrário....
Tantas SAUDADES daqueles primeiros tempos do Abril Novo, do agora sim “Avril au Portugal”. “Saudade é a permanente presença da ausência”...
........Por observação, análise, constatação, desencanto e conclusão, há muito que perdi opção política partidária, e por arrasto, as religiosas e clubistícas. Não me têem feito falta nenhuma !!
Defendo a minha participação bastante activa neste país como cidadão, o melhor que sei e posso.
Nunca progredi calcando os outros, sempre ensinei e dei uma mão a quem ma pediu.
Nunca temi passar a terceiros o que sabia e as experiências profissionais.
Se aparecesse alguém melhor para primeiro, eu ficaria sempre o segundo melhor.
Por norma, a muitos sempre dei mais do que recebi, e isso tem-me feito muito bem à alma. Sempre ergui o estandarte da Temperança contra o Ódio.
É esta a minha maneira de estar na vida. Em cada ano da minha vida, vivi tanto e tão bem, do que milhões de seres humanos numa vida inteira.
Nunca me arrependi, criei muitos amigos e, sem falsas modéstias, também admiradores do meu labor e da maneira de estar na vida.
Tristemente a cega política partidária na sua vertente negativa, pontualmente causou desavenças pessoais e familiares. De muitas delas fui testemunha.
Passados mais de 50 anos de obscurantismo e analfabetismo, todos viraram sabichões, defensores e doutos paladinos da única verdade, a deles.
A história recente tem mostrado e contrariado muitas das velhas e incoerentes “verdades”.
Penso que o país poderia ser governado, a todos os níveis, por homens e mulheres empreendedores e dedicados a causas, que se sentiriam mais livres sem a dependência do “Boss” partidário, firmes nos seus cargos cívicos pela confiança dos cidadãos e do trabalho mostrado.
Tristeza e grande revolta por tanta injustiça generalizada, é o que sinto.
O acesso cada vez mais caro e moroso dos tribunais, que leva ao desespero de quem é lesado.
Os processos de dividas são vistos com desdém, “porque entopem os tribunais” !! mas então os tribunais não são para punir os faltosos e vigaristas?. Então o cidadão cumpridor a quem devem e não pagam, não terá o supremo direito de receber o que lhe é devido, e num espaço de tempo aceitável ?;
Tudo o que por cá vimos e sentimos, não é exclusivo da nossa terra.
O globalísmo generalizou todas as enfermidades sociais, e banalizou os males da moda.
“Não há bem que sempre dure, nem mal que não se acabe” é a voz do povo, que muitas vezes acerta e tem razão.
Será que o mal irá mesmo acabar um dia ?.
Custa-me, mas a velha frase “cada povo tem os governantes que merece” por vezes faz sentido, mas nós os filhos desta Pátria, não merecemos tanta injustiça histórica acumulada.
Desfolhamos o livro dos nossos “Egrégios Avós” e em mil anos, é triste verificar quantos reis e políticos contribuíram verdadeiramente para elevar e desenvolver esta terra.
Parafraseando Clara Ferreira Alves “O Português mais influente é um jogador de futebol. O segundo mais influente é um treinador de futebol”....
Acentua-se cada vez mais a descrença nos políticos.
Queixam-se que “ganham mal” comparando com os outros países europeus !!?...então e o Português comum? não terá ainda muito mais motivos de queixa...”comparando com os outros países europeus”?
Tornam-se degradantes os “espectáculos” da Assembleia.
Lavar permanente de roupa suja, mas que só serve para consumo próprio; O partido X, saído do governo caído na véspera, que fala, actua e acusa, como se nunca nele tivesse tido responsabilidades.
È bem certo que cá no burgo, “nenhum partido ganha eleições, o anterior é que as perde” !!
A procura permanente do “tachismo” próprio, para amigos e familiares...ganha-se mal, não é?...e a vida está tão cara !!!
Gostava que me explicassem - como se eu fosse muito estúpido - qual a utilidade e para que servem 230 deputados na Assembleia da República. ??!! e agora todos com computador próprio, cadeirões “brasonados” etc. etc.!!.
Quantos Parlamentos por esse mundo fora tem esta e tantas outras bornomias ? se bem me parece, nenhum.
E também; se são tão mal pagos, porque carga de água se desunham, e passam a vida em jogos de bastidores, para conseguir um lugarzinho, seja lá onde for?
Somos um povo generoso e gentil para quem nos visita.
O trabalhador Português, essa imensa Diáspora espalhada por todos os cantos do mundo, é elogiada e apreciada por colegas e empregadores.
Muitos estrangeiros radicados em Portugal, já não trocavam o nosso, pelo país de origem, para viver o resto das suas vidas.
A nossa terra sofre do mal endémico da falta de qualidade de quem nos dirige e governa.
É esta a opinião de vários analistas que já se debruçaram sobre este fenómeno Português. Muitas outras considerações me afloram a mente, mas, mais “bravata” seria fastidioso.
Que muitos políticos tenham um rasgo de consciência, e se lembrem, de quando em vez, que foram eleitos por quem tanto desrespeitam.
Esperemos por melhores dias, e que de uma forma diferente, e actual, possamos reviver neste cantinho chamado Portugal, e por todo o Universo, aquele dia de tanta alegria e esperança como o que senti no dia 25 de Abril de 1974.
Grato a todos que me proporcionaram viver este dia, em especial para um grande Homem, que é dos que mais arriscou e foi tão injustamente esquecido:
O Capitão Salgueiro Maia, tão precocemente nos deixou.
Um Português Desiludido e Triste
25 Abril 2010
domingo, 1 de janeiro de 2012
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