"O MAIOR INIMIGO DA CRIATIVIDADE É O BOM-SENSO" Picasso. Sem pretensões, que não sejam as de mostrar;

Peças originais, Fotógrafos geniais, Artes antigas e actuais. Também fico esperando a sua visita nos novos Blogs http://comoze2.blogspot.com/.......http://comoze3.blogspot.com/

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domingo, 2 de dezembro de 2012

Micro Carros

Micro Carros

Logo após a 2a Guerra Mundial, a Europa estava completamente devastada, em ruínas, precisando reconstruir-se completamente – e no meio desse esforço surgiu o microcarro – um carrinho com 1 ou 2 portas, com motor de no máximo 700 cc – com muitos com motores de 50 a 200 cc (faz o seu carrinho 1000 parecer um super desportivo né?) com preço acessível, mecânica fácil e muito econômico!



Gentileza do amigo José Manuel S.
YouTube - Google

domingo, 18 de novembro de 2012

Lisboa Velha

Lisboa Velha
 
A ILUSTRAÇÃO: Lisboa Velha (1925)
 
 
EXPLICAÇÃO
Não esquecerei jamais a impressão de sumptuosidade e de admiração que senti quando, ahí por Fevereiro de 1874, vindo da minha humilde aldeia, entrei em Lisboa. Não tinha visto até então mais do que os casebres dos modestíssimos lavradores a cuja família me honro de pertencer.
A Lisboa do fim do século xix, e especialmente a cidade baixa, caracterisadamente pombalina, apesar do seu fraco movimento e da monótona harmonia das suas construções, impressionaram o meu espírito de provinciano ingénuo, moço e ignorante, como a ultima palavra do urbanismo estonteante das capitaes.

Começava n'essa ocasião o assentamento da linha de Carris de Ferro Americanos, do Terreiro do Paço ao Conde Barão, e existia, não havia muito, a carreira de vapores de rodas para Alcântara e Belém, de cuja opulenta frota fazia parte o roncador e cuspinhento vapor Progresso, com seu simbólico titulo de arrojado meio de transporte, e no qual tantas vezes embarquei.

Conheci eu mui particularmente as ruas de S. Paulo e da Bôa Vista, e comquanto ligassem a parte ocidental da cidade com a baixa, não eram então, e apesar de tudo, mais movimentadas do que é hoje qualquer rua dos bairros excêntricos.
Sob o ponto de vista pitoresco, julgo terem sido estas ruas as mais características, e de mais surprehendente efeito perspético, o qual lhes vinha do seu arco e da sua longa fila de prédios desegualmente altos, e em cujas fachadas haviam enxertado remates de variadissimas e graciosas curvas -evolução lógica da frontaria típica dos séculos anteriores.
Breve porem, estas ruas, e as do resto da cidade, passaram infelizmente pelas maiores e mais desconchavadas transformações e, mais por preversão do gosto do que por necessidades de facto, foram as construções pombalinas e os seus lindos pormenores, sendo substituídos pelas correntezas de banalissimos casarões de platibanda, cheios de reles exotismo, os quais, por minha desgraça e de alguns outros, que assim pensam, somos, quaes passageiros deste outro «Progresso» - obrigados, bem constrangidamente, a olhar todos os dias.

Vêm estas linhas para justificar e assignalar o desgosto profundo que desde sempre venho sentindo ao ver destruir-se todo o pitoresco de Lisboa, desgosto hoje corrente, mas que mercê da minha edade fui, talvez, dos primeiros a sofrer.
Essa sincera mágua e uma natural e saudosa atração pelas coisas do passado, levaram-me, desde ha trinta anos, a pintar em aguarelas, a desenhar e a documentar graficamente conforme pude e soube, todos os pormenores que pouco a pouco iam desaparecendo da fisionomia da cidade, tarefa onde puz o melhor dos meus esforços e o carinho muito verdadeiro que consagro ás coisas da minha Terra. Essa tarefa é este livro - e eu não sei dizer melhor das suas intenções.

Affonso Lopes Vieira, que me acompanha com a sua alma de grande poeta e de grande português, melhor do que eu próprio me explicará.
Daqui pois lhe agradeço do fundo do coração as palavras com que ilumina as minhas despretenciosas e modestas notas gráficas.
Roque Gameiro.

PRÓLOGO DO AUTO DA LISBOA VELHA,
por AFFONSO LOPES VIEIRA
Gentileza do amigo Fernando N.
JJ edição fotos

domingo, 4 de março de 2012

Recordações !!!...Abril será sempre que a gente quiser...


“Sobre esta página escrevo o teu nome Liberdade”
frase do poeta Manuel Alegre

Icon - 25 Abril 1974, óleo sobre madeira 80x85 cm
(começado a pintar, às 15,30 deste saudoso dia)

Recordar o 25 de Abril 74

por um Português Desiludido e Triste !!

Ao ver ao longe os contornos da Ponte Sobre o Tejo, a bordo do Uige, de regresso de dois sofridos anos de guerra na Guiné (hoje Guiné-Bissau), ao sentir-me inteiro no magro corpo, com lágrimas nos olhos que não corriam por falta de forças, considerei essa data o dia mais feliz da minha vida.

Passados tempos, em 25 de Abril de 1974 sem dúvida, outra data que foi o segundo dia mais feliz da minha vida.

Recordo todos os passos desse dia de Abril. Trabalhava e vivia na zona do teatro das operações revolucionárias efectuadas pelo Movimento dos Capitães na cidade de Lisboa, entre o Terreiro do Paço e o Quartel da GNR no Largo do Carmo.

Fui mais um dos que acreditaram que agora sim, tudo iria mudar, e finalmente acabaria a vergonha de, na época, quanto em viagem dizer-mos ser Brasileiros ou Espanhóis, pois Portugal era censurado em todo o mundo, e vivia num isolamento internacional devido a uma forte ditadura, um atavismo cultural de décadas, e às políticas coloniais em África.

Finalmente terminaria a longa guerra de 13 anos no Ultramar, que tanta dor e morte semeou em dezenas de milhares de famílias, mau grado as consequências trágicas da descolonização, que a história julgará.

Uma guerra sempre escondida e camuflada, que mesmo depois de terminada foi esquecida durante anos, sendo de louvar as recentes publicações e reportagens que tem finalmente feito um pouco de história sobre esses conturbados tempos.

“Orgulhosamente sós” era a doutrina do governo da época.

Passados poucos meses deste grandioso dia, com tristeza comecei a aperceber-me de uma nova realidade bem diferente do que tinha imaginado, para futuro desta terra.

Convulsões sociais permanentes, violência gratuita, intolerância e muita manipulação partidária.

A irmandade impressionante das manifestações do 1º de Maio de 74, a euforia de milhares e milhares de pessoas com largos sorrisos, ostentando os cravos vermelhos que se viriam a tornar o símbolo da revolução.
Abraços, e tudo o que tornava um povo feliz, cedo se começou a desvanecer.

Surgiram partidos políticos às dezenas, cada qual senhor absoluto da razão, denegrindo e contestando as ideias contrárias.

A febre revolucionário/militante, levou a muitos excessos e injustiças de todos os sectores políticos.

Famílias inteiras começaram a desagregar-se por opiniões partidárias divergentes, mas porque vividas com tal intensidade, muita ignorância e cegueira, transformaram a alegria colectiva, em paixões e ódios viscerais.

Relutante, mas por cortesia e a convite, assisti pela primeira vez (e única) a um comício na enorme Praça de touros do Campo Pequeno, repleta de fervorosos militantes.

Impressionante...e terrífico !!.
Tive oportunidade de confirmar a força e o que pode ter de negativo o fenómeno da Psicose de Massas.

O que pode o furor e cegueira das multidões obcecadas e enfurecidas, quando orientadas por lideres hábeis e senhores absolutos da razão e da verdade.

Hoje, pelo grande descrédito da esmagadora maioria das pessoas, pela política e pelos políticos, o fenómeno transferiu-se para o futebol, e não tão pouco amiúde, vemos esses tristes e degradantes espectáculos nos campos, e fora deles.

Que pena me faz, passadas décadas do 25 de Abril, ver a que ponto se chegou !!

Corrupção generalizada e impune a todos os níveis, desemprego, desmotivação;

Licenciados obrigados a trabalhos menos qualificados;

Óptimos técnicos, mas porque não tem licenciaturas, são preteridos a favor tantas vezes de “dr’s” autênticas nulidades.

Cada vez mais dependência forçada dos jovens em relação ao pais;
Falta de objectivos realizáveis;
Falta de horizontes profissionais e do mínimo de estabilidade no emprego.
É com um destroçar de alma que oiço afirmar; que as pessoas têm que se convencer que acabaram os empregos para toda a vida.
Que estabilidade emocional isto pode criar nas novas gerações ?
Lembro o que se admirava, quase à veneração, os funcionários com 20, 30 e mais anos de casa, ao entrar-mos no mundo do trabalho;

Descrédito de quem governa e de governados;
Muita falta de profissionalismo;
O abuso pacóvio, indevido e generalizado do “sr. Dr.” dado a qualquer licenciado (Doutor, s.m....indivíduo diplomado com determinado grau universitário, com direito a usar as insígnias de borla e capelo...).

Num programa da RTP1 “Prós e Contras”, em que se questionava um cidadão espanhol sobre os vários problemas de Portugal, ele referiu em tom satírico: “En Portugal és sr. doutor...sr. doutor...sr. doutor!!... significativo não ?;

Absentismo crónico de alguns sectores da vida pública, salvo honrosas excepções, as quais por várias vezes as ter presenciado, aqui refiro com admiração;
“Chicoespertismo” nacional como meio de conseguir tudo ou quase tudo;

Cunhas políticas para “tachos” próprios, amigos e familiares (na Suécia nenhum político arranja empregos para familiares, não por norma parlamentar, mas por opção e dignidade pessoal);

Bancos cada vez menos transparentes, mais avaros e gananciosos de lucros rápidos, sempre a criar nas mentes mais fracas que: Se o vizinho tem, ele também tem que ter, mesmo que não faça o seu género, e nem precise de nada daquilo para ser feliz;

Aumento da pobreza envergonhada;
A velhice desprotegida, que não vai ao médico por não ter dinheiro para remédios, ou quando vai à farmácia, unicamente adquire os medicamentos vitais, “esquecendo” os outros por não os poder pagar.
Ter que esperar meses e até anos, por consultas ou intervenções cirúrgicas.

A vida de stress, luta permanente e dificuldades financeiras dos filhos, que os impossibilita de proteger e acarinhar os seus velhos.

Uns a enriquecer em meia dúzia de anos, outros a obter ofensivas reformas milionárias findos poucos anos de “trabalho”.
Muitos se esfalfam a trabalhar uma vida inteira para reformas igualmente ofensivas, tantas vezes por incúria e avareza de terceiros.
Não sou contra os ricos, bem pelo contrário, sou, e muito, é contra tantos pobres que passam uma vida inteira moirejando no duro, para somente conseguirem sobreviver.
Sou contra as atitudes impunes de certos empresários, que aproveitando-se da crise, forjam fraudulentas falências para se verem livres de quem trabalhou e dedicou anos ao seu sucesso e contribui-o para os lucros dessas mesmas empresas.
Na mentalidade de muito empresário; só tem prejuízos, a óptica de estar a ganhar menos nunca lhe passa pela cabeça.

A falta de segurança, e quase impunidade dos poderosos, que na voz corrente do povo: O pobre que se apodera do alheio; é ladrão e vai preso, O rico que rouba: investiu mal e muda o nome à firma.
Já experimentaram contar quantos poderosos vigaristas foram condenados ou estão presos??

Por tão banal nas televisões, a morte e o sofrimento alheio, já conseguiram o estatuto de indiferença colectiva.
Eu próprio, analisando-me com tristeza, dou comigo, a sentir total alheamento e pena pelo sofrimento mostrado nos noticiários.
Isto faz-me doer e reflectir muito sobre ao que pode chegar o ser humano, neste mundo de altas tecnologias para tudo, menos para aliviar a dor alheia.

A vergonha colectiva dos noticiários e típicos programas matinais de televisão, de tão mau gosto e lágrima fácil, em que se explora gratuitamente e até à exaustão o sofrimento e misérias humanas;

A falta de criatividade dessas mesmas televisões em que a programação é regra geral de uma pobreza cultural extrema.
Danças, cantigas, concursos, novelas, filmes de extrema violência, quais escolas do crime...
Sempre mais do mesmo...tudo packs do estrangeiro, porque ninguém será capaz de ter uma ideia luminosa para criar algo que realmente eduque e divirta sem se tornar enfadonho ?
Na generalidade estes concursos são chatos, mas alguns apresentadores conseguem superá-los em “chatesa”.

Um pormenor que quero e devo realçar: Embora não façam o meu género, as novelas portuguesas já superam, e muito, as brasileiras em audiências, e proporcionam ensino e actividade artística a centenas de profissionais.
Sabemos fazer tão bem como os outros !!
O meu apreço e admiração neste campo.
Seria injusto não o referir.
A Arte do espectáculo é um dos alimentos da alma.

O modo como se tratam e abandonam animais;

O degradante das touradas. Espicaçar e sangrar um bicho, que por infelicidade própria é dos mais estúpidos da natureza, ao som de palmas e olés, qual circo Romano.
Como se não bastasse a barbárie, ainda há os cobiçados trofeus, de orelhas e rabos cortados ao bicho !!...tudo em nome da popularucha tradição!!...sangue...sangue...e mais sangue prá populaça. “Ir aos toiros é muita d’homem”.
Para ser soft, e no mínimo; “gabo-lhes” o mau gosto !!...e uma pergunta se me impõe: o espicaçado e sangrado bicho não deveria ter direito ao contraditório??

O desmembrar de famílias, por cada vez menos casamentos e mais divórcios.
Tantas vezes por egoísmo e comodismo não se resiste ao mais pequeno contratempo da vida.
Muitos destes casais foram criados, mimados e instruídos pelos pais, com muito trabalho e tantas vezes com os sacrifícios e privações de uma vida, para lhes proporcionarem muito do que hoje usufruem;

O aparecimento em cada vez maior número de seitas ditas religiões, comandadas por espertalhões “Pastores”, que esmifram e embrutecem mentes menos preparadas, e talvez sofridas, que buscam um pseudo apoio para suas monótonas, desventuras e amarguradas vidas.

A dependência, forçada do automóvel, onde se passam horas intermináveis, e que ajudam e alimentam o stress da vida quotidiana.
Os transportes públicos são lentos porque há muitos carros particulares a entupir as estradas e ruas, e usam-se os carros particulares...exactamente pelo mesmo...;

O consumir desenfreadamente como única forma de ser feliz;

A paranóia excessiva pelas roupas de marca, com preços superiores mil por cento ao seu real valor.
É ofensivo para a miséria, doença crónica e fome extrema que grassa pelo mundo, o desejar ardentemente ter uma dessas peças, quanto mais exigir a sua compra e ostentá-la.
Faz doer a alma de quem se vê no desemprego forçado e não tem um prato de sopa e um pão rijo para mitigar a fome de todos os dias;

Muito vestuário dito de marca, é feito com tecidos fabricados e artefactos confeccionados em Portugal, que levam as etiquetas estrangeiras fornecidas pelos importadores.

O que se torna já um hábito de certa juventude, o pressionar os pais por comparação com os colegas de escola, para obter os ténis ou o telemóvel da moda.
Seria interessante irem uns tempos para um país Africano, onde a boca serve principalmente para poiso de moscas;

O que se criou já como imprescindível...as falsas necessidades...não posso passar sem os telemóveis...não posso passar sem o carro...não vou a tal lado, porque não tenho uns sapatos XPTO e fulano ou fulana só veste do Y.
Áh, e o télele, tem que ser topo-de-gama, de preferência com bidé de repuxo, senão parece mal.

Quantas dessas pessoas tão preocupadas com o “parecer ter e parecer ser” terão lido pelo menos um livro na vida, e mais que dois, e mais que...? “pobres virtudes, públicas vaidades”.

A tristeza que é desfolhar revistas, cujo conteúdo impressiona pela frase dúbia de sentido camuflado, muitas vezes a mentira deliberada, banalidades e o supérfluo de mau gosto, mas sempre com a desculpa que é o que o povo quer e compra, e que na realidade vende aos milhares.
Com que facilidade e impunidade se caluniam e criam situações menos claras a uma pessoa. Que raio de gente que se intitula “jornalista” se presta a este género de coisas ?
Que raio de brio profissional poderá sentir um Paparazzi, cujo modo de ganhar a vida consiste em esconder-se, perseguir e coscuvilhar a privacidade do próximo.
Claro que não há “bela sem senão” e muitos dos visados, quando lhes convêm, sempre se ajeitam para o “boneco”.

O modo despreocupado e indiferente como se trata a natureza, e o pouco que se faz para a preservar ! como será o futuro e viverão neste planeta nossos filhos e netos?

O ter-se perdido o sentido, de que muitas vezes “A vida é feita de pequenos nadas”, e esses nadas podem tanta vez ser muito e trazer-nos bocadinhos de verdadeira felicidade;

Ter que se constatar, que na realidade, com tanta tecnologia, tantas facilidades e altas electrónicas, o ser humano não é, nem vive mais feliz do que há décadas atrás...bem pelo contrário....

Tantas SAUDADES daqueles primeiros tempos do Abril Novo, do agora sim “Avril au Portugal”. “Saudade é a permanente presença da ausência”...

........Por observação, análise, constatação, desencanto e conclusão, há muito que perdi opção política partidária, e por arrasto, as religiosas e clubistícas. Não me têem feito falta nenhuma !!

Defendo a minha participação bastante activa neste país como cidadão, o melhor que sei e posso.
Nunca progredi calcando os outros, sempre ensinei e dei uma mão a quem ma pediu.
Nunca temi passar a terceiros o que sabia e as experiências profissionais.
Se aparecesse alguém melhor para primeiro, eu ficaria sempre o segundo melhor.
Por norma, a muitos sempre dei mais do que recebi, e isso tem-me feito muito bem à alma. Sempre ergui o estandarte da Temperança contra o Ódio.

É esta a minha maneira de estar na vida. Em cada ano da minha vida, vivi tanto e tão bem, do que milhões de seres humanos numa vida inteira.
Nunca me arrependi, criei muitos amigos e, sem falsas modéstias, também admiradores do meu labor e da maneira de estar na vida.
Tristemente a cega política partidária na sua vertente negativa, pontualmente causou desavenças pessoais e familiares. De muitas delas fui testemunha.

Passados mais de 50 anos de obscurantismo e analfabetismo, todos viraram sabichões, defensores e doutos paladinos da única verdade, a deles.
A história recente tem mostrado e contrariado muitas das velhas e incoerentes “verdades”.

Penso que o país poderia ser governado, a todos os níveis, por homens e mulheres empreendedores e dedicados a causas, que se sentiriam mais livres sem a dependência do “Boss” partidário, firmes nos seus cargos cívicos pela confiança dos cidadãos e do trabalho mostrado.

Tristeza e grande revolta por tanta injustiça generalizada, é o que sinto.

O acesso cada vez mais caro e moroso dos tribunais, que leva ao desespero de quem é lesado.
Os processos de dividas são vistos com desdém, “porque entopem os tribunais” !! mas então os tribunais não são para punir os faltosos e vigaristas?. Então o cidadão cumpridor a quem devem e não pagam, não terá o supremo direito de receber o que lhe é devido, e num espaço de tempo aceitável ?;

Tudo o que por cá vimos e sentimos, não é exclusivo da nossa terra.

O globalísmo generalizou todas as enfermidades sociais, e banalizou os males da moda.
“Não há bem que sempre dure, nem mal que não se acabe” é a voz do povo, que muitas vezes acerta e tem razão.
Será que o mal irá mesmo acabar um dia ?.

Custa-me, mas a velha frase “cada povo tem os governantes que merece” por vezes faz sentido, mas nós os filhos desta Pátria, não merecemos tanta injustiça histórica acumulada.

Desfolhamos o livro dos nossos “Egrégios Avós” e em mil anos, é triste verificar quantos reis e políticos contribuíram verdadeiramente para elevar e desenvolver esta terra.

Parafraseando Clara Ferreira Alves “O Português mais influente é um jogador de futebol. O segundo mais influente é um treinador de futebol”....

Acentua-se cada vez mais a descrença nos políticos.
Queixam-se que “ganham mal” comparando com os outros países europeus !!?...então e o Português comum? não terá ainda muito mais motivos de queixa...”comparando com os outros países europeus”?
Tornam-se degradantes os “espectáculos” da Assembleia.
Lavar permanente de roupa suja, mas que só serve para consumo próprio; O partido X, saído do governo caído na véspera, que fala, actua e acusa, como se nunca nele tivesse tido responsabilidades.
È bem certo que cá no burgo, “nenhum partido ganha eleições, o anterior é que as perde” !!

A procura permanente do “tachismo” próprio, para amigos e familiares...ganha-se mal, não é?...e a vida está tão cara !!!
Gostava que me explicassem - como se eu fosse muito estúpido - qual a utilidade e para que servem 230 deputados na Assembleia da República. ??!! e agora todos com computador próprio, cadeirões “brasonados” etc. etc.!!.
Quantos Parlamentos por esse mundo fora tem esta e tantas outras bornomias ? se bem me parece, nenhum.
E também; se são tão mal pagos, porque carga de água se desunham, e passam a vida em jogos de bastidores, para conseguir um lugarzinho, seja lá onde for?

Somos um povo generoso e gentil para quem nos visita.
O trabalhador Português, essa imensa Diáspora espalhada por todos os cantos do mundo, é elogiada e apreciada por colegas e empregadores.
Muitos estrangeiros radicados em Portugal, já não trocavam o nosso, pelo país de origem, para viver o resto das suas vidas.
A nossa terra sofre do mal endémico da falta de qualidade de quem nos dirige e governa.
É esta a opinião de vários analistas que já se debruçaram sobre este fenómeno Português. Muitas outras considerações me afloram a mente, mas, mais “bravata” seria fastidioso.

Que muitos políticos tenham um rasgo de consciência, e se lembrem, de quando em vez, que foram eleitos por quem tanto desrespeitam.

Esperemos por melhores dias, e que de uma forma diferente, e actual, possamos reviver neste cantinho chamado Portugal, e por todo o Universo, aquele dia de tanta alegria e esperança como o que senti no dia 25 de Abril de 1974.

Grato a todos que me proporcionaram viver este dia, em especial para um grande Homem, que é dos que mais arriscou e foi tão injustamente esquecido:
O Capitão Salgueiro Maia, tão precocemente nos deixou.

Um Português Desiludido e Triste
25 Abril 2010

sábado, 22 de outubro de 2011

Desenho manual




"Ferramen
tas" para desenho manual utilizadas até não tanto tempo atrás como isso....

http://youtu.be/PH1UtLB8Mqk

"Mas se os bois, os cavalos e os leões tivessem mãos, ou pudessem desenhar com as mãos e fazer obras como as dos homens, representariam os deuses, o cavalo semelhante aos cavalos, o boi aos bois, e fariam corpos, como os seus próprios."

Xenófanes

O desenho como ferramenta universal.
O contributo do processo do desenho na metodologia
projectual.
Paula Tavares
ptavares@ipca.pt

Resumo.
Neste trabalho apresentamos o exercício do desenho como instrumento
fundamental e fundacional na metodologia projectual do design, das artes visuais e
também da arquitectura, dissecando-o como processo mental e físico.

Da tradição da manualidade ao digital, da aquisição de competências às suas aplicações,
abordaremos a contribuição do desenho na concepção e desenvolvimento de obras e
produtos, da ideia ao desenho, da análise ao objecto (solução).
Analisamos, também, a relevância estruturante do desenho ao longo do sistema de ensino, com
base na sua “universalidade”. (...)














Por gentileza de um interessante trabalho sobre desenho manual apresentado neste endereço:
Revista de Estudos Politécnicos
Polytechnical Studies Review
2009, Vol VII, nº 12, 007-024
www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/tek/n12/n12a02pdf

terça-feira, 26 de abril de 2011

"Sobre esta página escrevo o teu nome Liberdade"

25 Abril 1974...tanta esperança!! 25 Abril 2011...tanta desilusão e desespero!!

Quadro de Icon
Pintado no dia 25 Abril 1974
Óleo s/madeira 80x85 cm
Frase e tema na símbologia do quadro, autoria do poeta Manuel Alegre

quinta-feira, 31 de março de 2011

Para Avós, Pais e Netos. http://www.youtube.com/watch?v=QbxArVlS5tU&feature=related Rapsódia Húngara nº 2 de Liszt, por... Tom & Jerry! Tom & Jerry - Cat Concerto: Realizado há 64 anos em 26 de Abril de 1946, este clássico da animação é um exemplo de qualidade técnica. Ainda em 1946 venceu o 'Academy Award' como melhor curta-metragem na secção Cartoons. ...e tudo isto sem computadores...só com milhares de desenhos e muito geitinho!!! Gentileza do amigo Zé Manel Sanrtos Google

domingo, 13 de fevereiro de 2011

ALAIN OULMAN - "Com que Voz" filme de Nicholas Oulman

http://www.youtube.com/watch?v=EJ-vM5xKxSk

Abandono - Amália cantou este fado escrito por David Mourão Ferreira e musicado por Alain Oulman sem conhecimento do subentendido da letra, pois na época da ditadura uma das formas de resistência, era Dizer e Escrever as verdades e amarguras de um povo, por analogias.

Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe, que o meu lamento
Não te consegue alcançar
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar.

Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite, numa noite
De todas a mais sombria
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia.

Ai! Dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar.
Gentileza do amigo Raul P.S.http://www.youtube.com/watch?v=-GqpqnAKeSA


O génio do pai Alain Oulman transmitiu-se ao filho Nicholas Oulman.
Nicholas, fez-me muito bem por seu intermédio ver a homenagem feita ao pai, e eu nestes videos, recordar um ser humano de eleição que muito admirei como homem, como criativo como gentleman e com quem trabalhei e aprendi, quatro felizes anos na minha juventude.
Embora muito novo à época, tenho ainda bem presentes as figuras aristocratas de seus avós, suas tias e inclusivé a quinta com o palácio de maravilhosa fachada em azulejos florais, que são um deslumbramento.
JJ

Alain Oulman - Com Que Voz
Título original: Alain Oulman - Com Que Voz
De: Nicholas Oulman
Com:
Género: Documentário
Classificação: M/12
Outros dados:
POR/ISR/FRA, 2009, Cores, 109 min.

Um retrato de Alain Oulman (1928-1990), o homem que revolucionou o fado ao lado de Amália Rodrigues, num documentário realizado pelo seu filho, Nicholas.
Artista multifacetado, celebrizou-se pelo seu trabalho conjunto e continuado com a fadista, sendo responsável pela introdução de alguns dos maiores poetas e escritores lusos na canção nacional.
Mas há mais Oulman para além de Amália: nascido em Lisboa, no seio de uma família judaica tradicional de origem francesa, foi perseguido pelo regime de Salazar, foi agente e editor literário, engenheiro, fundou o grupo de teatro Lisbon Players e dirigiu em palco Eunice Muñoz ou João Perry... Homem apaixonado por causas, pela literatura e pela música, é recordado e comentado neste documentário por figuras como, entre muitos outros, Soares, Maria Barroso, Muñoz, Perry, Solnado, Manuel Alegre, Celeste Rodrigues, Fontes Rocha, Rui Vieira Nery, David Ferreira, Fernando Lopes, Jorge Sampaio, Zita Seabra ou Amos Oz.
O título do filme reporta a um álbum histórico, assim baptizado pelo fado homónimo, musicado por Oulman a partir de Camões: "Com que voz chorarei meu triste fado / que em tão dura paixão me sepultou / Que mor não seja a dor que me deixou / o tempo, de meu bem desenganado." Venceu o Prémio de Melhor Primeiro Filme no Doclisboa 2009 e foi seleccionado para o Festival Internacional de Cinema de Ourense.
PÚBLICO
Estreia hoje "Com Que Voz", filme sobre Alain Oulman, o homem que mudou a vida de Amália. Por detrás da câmara está Nicholas, o filho que queria conhecer melhor o silencioso pai.
"Com que Voz" ficou terminado mesmo em cima do DocLisboa, em 2009. Quando recebeu a chamada do director do festival a dizer que o filme fora aceite, Nicholas Oulman ficou radiante.
Mais contente ficaria depois da vitória, também ela inesperada.
"Era o meu primeiro festival, o meu primeiro documentário, foi uma grande surpresa." A espiral de sucesso do documentário sobre Alain Oulman, compositor, encenador, editor, empresário e pai de Nicholas, termina esta semana com a sua exibição comercial, também ela improvável.

Acha que as pessoas podem achar que "Com que Voz" é um filme sobre Amália Rodrigues?Podem confundir, mas só se não prestarem atenção suficiente - basta olhar para o poster do filme. É óbvio que Amália tem um papel preponderante no filme, mas essa parte é proporcional à importância que ela teve na vida do meu pai. Não me incomoda nada que para umas quantas pessoas este seja apenas "o documentário da Amália".

O filme está terminado desde Setembro de 2009. Como é revê-lo agora?Não me sinto envergonhado, o que é muito bom. Claro que mudava isto ou cortava aquilo mas não é um filme em que eu me sento e levo as mãos à cabeça: "Hei, o que é que eu fiz?" Não.
Fiz o filme com humildade e simplicidade, o filme que eu achava que tinha de ser feito. E bem vistas as coisas, não criei nada: a história é contada pelas pessoas que o conheceram. Eu sou apenas o mensageiro.

Porque decidiu fazer este filme?Sempre vi o Alain Oulman apenas como um pai. Não era "aquele tipo que fez aquelas músicas" ou "aquele editor que publicou isto e aquilo". Para mim ele era o tipo a quem eu tinha de mostrar as notas da escola, o homem que tomava conta de mim.
Uma figura paterna, somente. Mas um dia, o Museu do Fado decidiu fazer uma exposição sobre ele e pediu-me material. Apercebi-me que tinha muita coisa que poderia ser desenvolvida, e as pessoas à minha volta começaram a sugerir um documentário.
Cheguei então à conclusão de que queria conhecer o Alain Oulman não como pai, mas como ele era visto pelos outros.

Encontrou muitas diferenças entre a imagem que tinha do seu pai e a imagem que as outras pessoas tinham dele?Houve uma coisa que me marcou muito e tenho algumas dificuldades em perceber: o meu pai compartimentava tudo. Trabalhou com o escritor Amos Oz, por exemplo, e nunca foi capaz de lhe dizer, a meio de uma tradução ou num momento mais descontraído, que escrevia música.
O Amos Oz não fazia ideia que ele era compositor. Quando editava, o meu pai editava, quando compunha , ele compunha. Não misturava as coisas nem as pessoas. Outra coisa que também me apanhou de surpresa foi a maneira como ele tocou as pessoas com quem se cruzou.

Como assim?Ele foi para Paris nos anos 70 e morreu há 20 anos. Muitas das pessoas que falam no filme lembram-se de momentos que viveram com ele no início dos anos 60.
Ora isso foi há mais de 40 anos e está gravado de uma forma surpreendentemente nítida na memória deles. A emoção com que estas pessoas falam dele é sinal de que ele tocou de uma maneira muito forte estas pessoas - parece que viveram com ele uma vida toda, mas não foi mais do que uns anos na década de 60. Isto não acontece a qualquer um.

Em casa ele era reservado?Ele não era pessoa para chegar a casa e começar a contar o dia de trabalho. Fui viver com ele quando tinha dez anos, em Paris. Não era o género dele ficar na sala na conversa ou ir para o sofá assistir a um jogo de futebol. Jantava e ia para o quarto ler o que tinha a ler.

Como é que relaxava?Ele não relaxava, era um workaholic. Nunca a o vi estendido numa poltrona a espreguiçar-se.

Nem aos fins-de-semana?
Sexta-feira à noite saía sempre. Jantava com amigos, bebia um uísquezinho e ia dançar para a discoteca. Sábado de manhã dormia até tarde e eu ficava todo contente.
Só queria que ele dormisse o mais possível para não vir ter comigo e perguntar se tinha trabalhos de casa. Domingo de manhã também ficava a dormir.
Depois íamos sempre ao cemitério onde estava sepultada a minha avó, mãe dele, limpar a campa e deixar lá umas flores. Mais tarde íamos comprar selos - ele fazia colecção, era a distracção dele.

Disse na altura do DocLisboa que este filme era uma maneira dos seus filhos saberem quem é o avô. Essa tarefa foi bem-sucedida?Eles não conheceram o avô e ainda são muito pequeninos. Mas vão perceber mais tarde. Tinha a sensação de que este documentário era urgente, filmava-o agora ou nunca. Muitas das pessoas que falam nele já não são novas e não vão ficar cá para sempre. Tinha de fazer isto agora.

Não é vulgar um filho fazer um filme sobre o pai.Mas quem mais indicado?

Fez o filme porque o queria conhecer melhor?Premeditadamente não. Sempre tive uma relação pai-filho normal, mas depois ele morreu muito de repente. E de súbito ficou um buraco. Mesmo com as nossas diferenças e conflitos, um pai é um pai.
Tudo aquilo que depois eu vim a descobrir depois com este documentário não muda a minha impressão dele. Sim, dá-me uma impressão mais global do homem que ele foi e a vida que teve, mas não muda nada o amor que sentia por ele.

Incentivou-o a seguir uma carreira artística?Não, ele queria é que eu fizesse alguma coisa.

in "I" Noticias



Os fados de Alain Oulman (com e sem Amália)
Além do autor de «Gaivota» ou «Maria Lisboa», no documentário «Com que Voz» Alain Oulman é acima de tudo o homem que marcou a vida de todos aqueles com quem se cruzou. O SAPO foi falar com o seu filho Nicholas, realizador deste filme de memórias.


Desenvolvimento
As irmãs recordam a infância, a trágica morte do irmão mais velho na Segunda Guerra Mundial que transferiu para Alain Oulman as expectativas familiares. A esposa fala do empenho desmesurado nas suas paixões criativas: a música mas também o teatro. Amos Oz recorda um editor que procurava exaustivamente (e até musicalmente) a melhor tradução para os seus livros.
«Alain Oulman – Com Que Voz» é o retrato abrangente de um homem que, ao longo da sua vida, conseguiu deixar uma boa e duradoura recordação junto daqueles com quem se cruzou, em diferentes áreas.
Um retrato que, segundo Nicholas Oulman, seu filho e realizador deste filme, fazia falta.
Tudo começou com um convite do Museu do Fado para uma exposição. A pesquisa nos arquivos familiares foi apenas o início do projecto. Nicholas partiu em busca das memórias que os outros guardavam do seu pai: o compositor que abriu novos caminhos para Amália, e lhe ofereceu novos fados; o encenador com uma sensibilidade e empenho exemplares; o editor, na francesa Calmann-Levy, de escritores de prestígio internacional.
Cada recordação lança pistas para conhecer o percurso de Alain Oulman e, ao mesmo tempo, para acompanhar diferentes épocas da história portuguesa.
Mas é, apesar de tudo, a figura de Amália a mais constante.
Foi para ela que Oulman compôs os eternos «Abandono» ou «Alfama», e foi ela quem deu a melhor das vozes às suas melodias.
Amália considerava-o um dos seus «anjinhos da guarda» e, na verdade, a carreira da fadista não seria a mesma sem a contribuição de Alain. O homem discreto que se tornou responsável por uma das mais marcantes rupturas na música portuguesa.

SAPO Cinema - 28-01-2011 11:00
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domingo, 30 de janeiro de 2011






Catarina Portas e as suas belas lojas

http://www.ionline.pt/conteudo/37194-catarina-portas-raramente-compro-produtos-brancos--video

Catarina Portas, nasceu em Lisboa há 40 anos.
Em entrevista, fala do que já conseguiu como empresária, do estado do país, dos desequilíbrios provocados pela globalização.

Tem duas lojas "A Vida Portuguesa" - uma em Lisboa, onde nos recebeu, outra no Porto.
Está a pensar em abrir mais espaços, cá ou mesmo lá fora.
Quer escrever um livro sobre aquilo que mais a fascina: As marcas antigas portuguesas.
E contar a história dos portugueses através do consumo e do comércio.

Responsável e local.

Como surgiu a ideia de fazer esta despensa?

Em 2004 eu andava a pensar fazer um livro sobre a vida quotidiana em Portugal, ao longo do século XX, porque me parecia que havia um enorme desconhecimento da minha geração e de outras mais novas.
A forma como as pessoas viveram e foram educadas durante essa época condicionou-as muitíssimo até aos dias de hoje.
E foi ao fazer essa pesquisa que me ocorreu que fazia todo o sentido construir uma despensa de época.
Já tinha feito um trabalho 12 anos antes, para a revista "Marie Claire", como jornalista, recolhendo produtos antigos.
Percebi que a maior parte dos produtos que encontrei e fotografei tinha desaparecido.
Nalguns casos, era uma pena. Eram interessantes e o mercado do design, que hoje é tão valorizado - diria até sobrevalorizado -, acolheria bem este tipo de produtos de design histórico, pensei.

São mais autênticos?

Talvez mais exóticos.

A que se deve esse exotismo?

Portugal esteve fechado ao exterior durante décadas, passámos um bocado ao lado das guerras também e os produtos não tiveram necessidade de se modernizar para concorrer num mercado internacional.
Estamos a falar de mercadorias que têm a mesma embalagem há 60 anos.
As farinhas têm embalagens absolutamente delirantes.
E pensei que, tal como eu, há de certeza muita gente que vai achar graça a isto.

E os produtos são bons?

Foi o que pensei. Produtos há tantos anos no mercado dificilmente seriam maus.
O passo seguinte foi: como fazer para isto não desaparecer? Arranjei umas caixas e comecei a juntá-los por temas, a tentar dar coerência. Será que isto se pode vender assim? Depois investiguei a sua história. (...)


In ionline.pt
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sábado, 30 de outubro de 2010

Stalinegrado (Volgogrado)


Por mero acaso, e na pratica normal do zapping, tropecei com um filme que muito me impressionou.

http://www.youtube.com/watch?v=0zrdMO1a4EU

Baseado num facto verídico, de um franco-atirador soviético e passada durante a ocupação de Stalinegrado pelas tropas alemãs na Segunda Guerra Mundial.

Por um rasgo de memória não me suava estranha aquela história de Vassili Zaitsev, e esforçando-me um pouco mais recordei que tinha visto a arma, uma carabima Mosin-Nagant 7,62 mm, por ele usada e a descrição dos seus feitos de herói nacional, no impressionante museu da "Grande Guerra Pátria" em 1993 na cidade de Volgogrado (de rio Volga), nome actual de Stalinegrado.

Realço no filme actual a cena final do derradeiro encontro entre os dois atiradores.
Imagina-se a frustação que terá sentido naquele momento o major alemão, ao passar de "caçador a caçado" !!

Fotos do exterior e interior do museu de Volgogrado.

Na foto Salão da hora e Valor, ao redor de todo o interior, enormes estandartes gravados a ouro sobre veludo vermelho, os nomes de milhões de mortos na Batalha de Stalinegrado.


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terça-feira, 20 de abril de 2010


FENOMENAL..............(pra quem gosta, claro!)

8 minutos de video....sem ISV sem IUC, sem CO2, sem Euro, sem TDI, CDI nem CDTI nem efficient dynamic bullshit...do tempo em que o Afganistão era um problema da União Soviética e o Iraque estava em guerra mas é com o Irão....do tempo de Martini, Carlsson, Delta Integrale, Arganil, Michelle, Stratos HF, Walter, RS200, Miki, Monte Carlo, Mikkola, Quattro, Celica...

http://www.biertijd.com/mediaplayer/?itemid=17362

Gentileza de um amigo
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